Impressões sobre Coding Dojo #8 do DojoMoc
Acabo de ler mais um post do DojoMoc, grupo de Coding Dojo de Montes Claros que participo e juntamente com o pessoal da empresa júnior do curso de Sistemas de Informação da Unimontes, em especial Herbert Amaral, ajudei a fundar.
Sobre o post, trata-se do relatório de mais um Coding Dojo, no caso o de número 8. Esta sessão que fizemos na última terça-feira, dia 20 de Abril de 2010, era a de retorno das atividades do DojoMoc, já que por causa do grande volume de atividades que os participantes acumularam no mês de Março, não estávamos conseguindo nos reunir, até tentamos marcar pelo grupo de discussão mas não tínhamos conseguido.
Além desses motivos, acho que o grupo tem que dar uma repensada no modelo que estamos adotando. Acredito que o Coding Dojo trás bastante benefícios (até porque se não acredita-se não teria trabalhado para montar um
), mas as sessões estão tomando um rumo de certa forma estático.
Temos reuniões periódicas, teoricamente a cada 15 dias nas terças-feiras, onde a agenda segue é mesma: apresentamos o coding dojo caso tenha bastante participantes que não conheçam sobre o que é, apresentamos o desafio (as vezes até definimos no momento), discutimos para chegar a um entendimento sobre o problema, partimos para escrever o código (nos primeiros passos mostrando a linguagem e o framework que será abordado no dia), claro, usando desenvolvimento orientado a testes, passos de bebê e programação em par.
Todo Coding Dojo seguimos os mesmos rituais.
Como pregamos, buscamos e tentamos empregar práticas ágeis, o motivo deste post (voltando finalmente a ‘re’ativar este blog) é propor uma retrospectiva sobre o grupo.
Ser um grupo de Coding Dojo trouxe bastante benefícios, mas acredito que podemos fazer mais. Junto das sessões do DojoMoc acho que precisamos ir além do que apenas resolver um Kata (desafio proposto no coding dojo), temos que apresentar mais a fundo a tecnologia e a linguagem abordada nas reuniões, mostrar práticas reais (o Kata instiga a pessoa a tentar resolver um problema, mas acaba resumindo ao desenvolvimento de escrita de um algoritmo para ele).
Existem vários assuntos que podemos abordar sem perder a característica principal do grupo, que para mim é a de desenvolvedores que reúnem afim de aprender novas técnicas e melhorar a forma como desenvolvemos nossas aplicações.
Podemos tratar de assuntos como os frameworks de suporte as linguagens que aplicamos, outras técnicas de desenvolvimento orientado a testes como criação e aplicação de “objetos falsos” (fakes, os famosos ou nem tanto, mocks e stubs), técnicas de padrões de projeto, legibilidade de código, padrões de código ágil, entre outras coisas.
Fico aqui, agora proponho a todos a escrever seu comentário neste post.
Estamos no rumo certo? Podemos ter outras abordagens? Devemos continuar como está ou mudar?
Espero seus comentários.
É preciso levar em consideração que TDD ou BDD é algo relativamente novo no nosso meio e apenas resolver um desafio usando TDD sem praticar no dia-a-dia não é uma coisa que leva a um bom aproveitamento do Dojo.
É certo que a galera precisa de um melhor background sobre práticas ágeis na prática mesmo e é MUITO difícil ver alguma empresa aqui da região incentivar isso em ambiente de trabalho. Se quiser fazer, blza, mas longe do código do meu cliente.
Visto o problema, eu proponho uma solução: hackahons (http://en.wikipedia.org/wiki/Hackathon). Tenho até sugestão de nome: Moc-a-thon
Como os coding dojo são a cada duas semanas, podemos fazer os sprints nas terças intercaladas ao coding dojo. É uma oportunidade de trabalhar em um projeto real, open source, com pessoas das diversas empresas de Moc e ainda sim aprender sobre práticas ágeis (TDD/BDD, Integração contínua, Programação em pares,builds automatizados, Quality Assurance e muito mais)
Podemos fazer os sprints na sala da Infobits sem problemas.
O que vcs acham? Como eu estou
Acredito que seja uma boa idéia e perdemos o Google Summer of Code, as inscrições para participação de estudantes já acabaram.
Agora acho também que podemos ter ou antes da sessão do dojo ou depois um workshop onde podemos apresentar a tecnologia seguido de uma proposta de aplicação para que todos de alguma forma possam participar.
Mostrando até experiências pessoais e compartilhamento de experiências entre os participantes.
Fechou então!
Eu tenho umas duas propostas de projetinhos legais e podemos apresentar nesse Workshop.
Vou preparar a divulgação hoje a tarde ainda!